
Cinema, música, teatro, utilidades e também futilidades públicas. Sem restrições. Vamos discordar? Que bom! Aqui você pode ler, opinar e conversar. Ninguém precisa ter a mesma opinião.
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Cadu de Andrade

quinta-feira, 17 de abril de 2008
"Awake - A Vida Por Um Fio"

CURIOSIDADES: Inicialmente seria Jared Leto o intérprete de Clayton Beresford. Kate Bosworth seria a intérprete de Sam Lockwood, mas deixou a personagem para atuar em Superman - O Retorno (2006). Helen Mirren e Sigourney Weaver estiveram cotadas para interpretar a personagem Lilith Beresford. O orçamento de Awake - A Vida por um Fio foi de US$ 9 milhões.
MINHA OPINIÃO: "A cada ano, cerca de vinte milhões de pacientes recebem anestesia geral. A grande maioria dorme tranquilamente, não lembram de nada. Trinta mil desses pacientes não tem tanta sorte. Eles encontram-se incapazes de dormir. Presos a um fenômeno chamado: Anestesia Consciente. Essas vítimas ficam completamente paralisadas. Não podem gritar por ajuda. Elas estão acordadas." Isso é real, apesar de ser a história principal do filme. Tudo isso é fabuloso demais para ser imaginado e mais interessante ainda de ser visto na trama. Cada minuto a mais é surpreendente. Parece clichê, porque muitos filmes surpreendem, mas esse é diferente. Dá uma real sensação de acontecimento, como se pudéssemos ter vivenciado aquele momento. É fascinante. O personagem não sofre apenas por estar ouvindo tudo a sua volta. Vários acontecimentos estão por traz disso, o que faz seu pavor aumentar bastante. Um tema que foi brilhantemente abordado, com um roteiro simples e muito bem trabalhado. É válido também colocar o duplo sentido da palavra acordado. Recomendo.
Assista o Trailer:
Chris Telésforo

O cantor Chris Telésforo está na estrada se dedicando ao seu primeiro disco solo intitulado “COMO SER MAIS FELIZ”, expandindo seu nome e trabalho por todo Brasil. Gravado no primeiro semestre de 2005, o disco conta com sete canções de sua autoria, mostrando também todo seu talento ao gravar todo o disco, além de conceber, arranjar e dirigir sozinho. Estão no disco músicas como: “Dois de Outubro” e “Esqueça Se Tudo Só Lhe Trouxe A Tristeza”, onde o autor aborda a necessidade das pessoas se ajudarem através de amor, bem como “Você Também Gostou”, onde aborda temas que mencionam a esperança como um sentimento verdadeiro que pode mudar a vida do ser humano. Nos shows Chris Telésforo mescla no repertório músicas do disco “Como Ser Mais Feliz”, músicas inéditas e músicas de artistas renomados como Lobão, Cazuza, The Cure, Nando Reis, Legião Urbana, Jota Quest e outros. O cantor já tocou em lugares como Teatro Clara Nunes, New Books Fashion Mall, Teatro Café Cultural, Far Up, Terra de Minas Bar & Restaurante, Day Trade Bar, Parada 43, Colina, Convés, Songbook Café, Espírito das Artes, Clan Café, Severyna Bar & Restaurante, Parque dos Patins-Lagoa, entre outros lugares, fazendo também vários shows pelos estados do Pará e Amazonas, em bares como: Relicário, Entretantos, Caldo e Cia., Planeta Esporte, Fun House, MPBar e outros. Atualmente Chris Telésforo vem se dedicando aos seus shows com a banda ou solo e também às composições individuais ou em conjunto com artistas que vão de Kiko Zambianchi, Rodrigo Santos até Luciano Bahia (cantor e tecladista dos anos 80).
Ouça: "Como Ser Mais Feliz"
quinta-feira, 10 de abril de 2008
"Jumper"

"Besouros Verdez"

A proposta do grupo Besouros Verdez, é a de um rock clássico influenciado por outros ritmos como Blues, Punk, Hard Rock e muitos solos de guitarra. A banda foi formada em dezembro de 2004, e em 2005 os Besouros colocaram o pé na estrada com shows super empolgantes que fazem os palcos do underground pegar fogo, tendo já se apresentado em várias casas noturnas, clubes e lonas culturais no Rio de Janeiro. Foi a segunda colocada do festival rock na Net que aconteceu na EM&T, organizado pelo governo de São Paulo onde se increveram 554 bandas. Em abril de 2008 lançará o seu primeiro DVD chamado Besouros Verdez ao vivo em São Paulo. Mistura Fina, Teatro Odisséia, Bar Saloon, Tulipão, Nova Schin Rock Festival, Bar do Blues, SESCs, Arabs Café, entre outras casas que promovem encontros e dão incentivo a bandas de garagem, já receberam a Besouros Verdez.A Besouros Verdez é formada por Gabriel Grecco (vocais), Leonardo Cid (guitarra base), Leandro Bronze (guitarra solo/ backing vocals), Alexandre Peruca (baixo) e Henrique Osso (bateria). O grupo teve participação no programa Tribos, apresentado por Danielle Suzuki no Multishow. Para saber mais sobre a banda, acesse: http://www.besourosverdes.com.br/
Ouça: "Amor Bandido"
Assista a entrevista com Jô Soares
Procure por Gabriel Grecco no Youtube!
quinta-feira, 3 de abril de 2008
"Chega de Saudade"

SINOPSE: "Chega de Saudade conta, numa única noite, várias histórias vividas pelos freqüentadores de um salão de baile. Com muita música e dança, os acontecimentos fazem o espectador se sentir dentro da vida pulsante do baile. Sutil e empolgante, o filme, aos poucos, faz o espectador se sentir íntimo dos personagens e dentro do salão."
CURIOSIDADES: Ganhou 2 troféus Candango no Festival de Brasília, nas categorias de Melhor Direção e Melhor Roteiro. Inicialmente seu título seria "União Fraterna". É o 2º filme de ficção dirigido por Laís Bodanzky. O anterior foi Bicho de Sete Cabeças. É o 2º filme em que a diretora Laís Bodanzky e a atriz Cássia Kiss trabalham juntas. O anterior foi Bicho de Sete Cabeças. O orçamento de Chega de Saudade foi de R$ 4,6 milhões.
MINHA OPINIÃO: Tudo bem que a idéia é bem interessante, o que torna o roteiro bem original. Laís Bodanzky e Luiz Bolognesi estão de parabéns, mas o filme acaba se tornando chato e cansativo. Os personagens tem suas vidas pinceladas e pouco retratadas, o romance não vinga, as histórias não evoluem e o triângulo amoroso não prende. É bacana ver o lado positivo da trama, onde as pessoas da terceira idade não estão em casa se entupindo de remédios, reclamando da vida nem numa cama de hospital. Elas saem e vão se divertir no baile. Betty Faria tem umas tiradas engraçadas. Tônia Carrero e Leonardo Villar conseguem emocionar um pouco. A trilha sonora enjoa. Não existem protagonistas e isso pode ser bom ou não. Ao meu ver, não foi. A cena de quase-sexo é desnecessária. O velho se lamuriando. O homem que não presta. A menina confusa. O rapaz enciumado. Nada além disso. Talvez para a terceira idade seja algo interessante (somente na parte da dança) e dê vontade de sair dançando da sala de cinema.
Assista o Trailer:
Ana Cañas

O excelente disco de estréia de Ana Cañas prima por ser autoral, audacioso e distante do que se convencionou denominar MPB. Amadurecida por mais de cinco anos em jam sessions na noite de São Paulo, a cantora imprime nas canções do álbum uma atmosfera jazzística, usando e abusando de um andamento musical imprevisível e inovador. Carismática, sua poderosa voz de contralto fez dela uma das grandes descobertas recentes da música brasileira, antes mesmo de gravar o primeiro disco, já sendo apreciada por gente como Chico Buarque, Toquinho, Nelson Jobim e uma infinidade de jazzófilos que batem ponto no Baretto, muito provavelmente o melhor piano-bar do Brasil, onde Ana se apresentou nos últimos anos. Os arranjos, que ficaram por conta de Fabá Jimenez e Alexandre Fontanetti, parceiros de Ana nas composições, esbanjam inventividade, tirando sempre que possível as sonoridades mais surpreendentes de cada instrumento. Isso desde o início da deliciosa faixa de abertura, “Mandinga não”, em que Fontanetti coloca a sua guitarra synth praticamente para silvar, no início de uma viagem que vai acabar na fantástica interpretação de Ana para “Rainy Day Women”, de Bob Dylan, em dueto memorável com o violão tenor do mesmo Fontanetti. Além de Bob Dylan, o disco conta com uma regravação de Caetano, “Coração vagabundo”, que ficou ao mesmo tempo mais singela e arrebatadora na voz de Ana; e outra de Jorge Mautner, “Super mulher”, que conta com a luxuosa percussão de Naná Vasconcelos, outro entusiasta do trabalho da cantora, que acabou se escalando como convidado especial do álbum, depois de se encantar com a faixa “Devolve Moço”.
Ouça: "Devolve Moço"
quinta-feira, 27 de março de 2008
"Antes de Partir"

CURIOSIDADES: Justin Zackham concluiu o roteiro de Antes de Partir em apenas 2 semanas. Na época ele já tinha Morgan Freeman em mente para interpretar Carter Chambers. Tanto Rob Reiner quanto Morgan Freeman, separadamente, sugeriram que Jack Nicholson fosse contratado para interpretar Edward Cole. Este é o 2º filme em que o diretor Rob Reiner e o ator Jack Nicholson trabalham juntos. O anterior foi Questão de Honra (1992). Jack Nicholson e Morgan Freeman rasparam a cabeça para atuar em Antes de Partir. Jack Nicholson utilizou sua própria experiência no hospital em alguns diálogos e situações do filme. O óculos usado em cena, por exemplo, foi uma sugestão do ator aceita pelo diretor Rob Reiner. Alfonso Freeman, filho de Morgan Freeman, interpreta seu filho no filme. O orçamento de Antes de Partir foi de US$ 45 milhões.
MINHA OPINIÃO: Duas pessoas totalmente diferentes, com características opostas e um objetivo em comum de encontrar a alegria de viver. A trama mistura a carga do drama com pitadas de humor e um brilhante desenrolar de história. Mostra que sempre devemos fazer o que temos vontade, claro que com responsabilidade. Buscar a felicidade. Viver. Esse é o lema desses dois homens. É bonito ver brotar a amizade deles, fazendo valer o ditado de que nunca é tarde para nada. Vale relembrar o Cazuza, quando disse que o tempo não pára. Temos que aproveitar cada dia como se fosse o último, porque nem todos nós temos o "privilégio" de saber quanto tempo de vida nos resta. Trilha sonora? Basicamente não tem. Acredito que não fez a mínima falta. Um roteiro simples e tocante, somando com a maestria de Morgan Freeman e Jack Nicholson. Um filme espetacular, comovente. O cotidiano comum. A doença. A morte. A felicidade. A vida. Não necessariamente nessa ordem (sem piada). Um drama de ótima qualidade como poucos que já vi até hoje.
Assista o Trailer:
Shirle de Moraes

Ouça: "Nada Será Como Antes"
quinta-feira, 20 de março de 2008
"Onde os Fracos Não Têm Vez"

CURIOSIDADES: Ganhou 4 Oscars, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator Coadjuvante (Javier Bardem) e Melhor Roteiro Adaptado. Foi ainda indicado nas categorias de Melhor Fotografia, Melhor Edição, Melhor Som e Melhor Edição de Som. Ganhou 2 Globos de Ouro, nas categorias de Melhor Ator Coadjuvante (Javier Bardem) e Melhor Roteiro. Foi ainda indicado nas categorias de Melhor Filme - Drama e Melhor Diretor. Ganhou 3 prêmios no BAFTA, nas categorias de Melhor Diretor, Melhor Ator Coadjuvante (Javier Bardem) e Melhor Fotografia. Foi ainda indicado nas categorias de Melhor Filme, Melhor Ator Coadjuvante (Tommy Lee Jones), Melhor Atriz Coadjuvante (Kelly Macdonald), Melhor Edição, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Som. O título original é baseado no poema "Sailing to Byzantium", de W.B. Yeats. Heath Ledger chegou a negociar sua participação no filme, mas decidiu abrir mão dele para poder descansar um pouco. Segundo Tommy Lee Jones os irmãos Coen queriam rodar o filme inteiramente no Novo México, devido aos impostos do estado, mas ele os convenceu a realizarem as filmagens no Texas. Os irmãos Ethan e Joel Coen assinam a edição sob o pseudônimo Roderick Jaynes.
MINHA OPINIÃO: Toda a trama tem um ar de Velho Oeste, como se quisesse relembrar ou reviver a nostalgia desse gênero. O filme mistura muito bem ação com suspense, é tudo colocado na dose certa. Mas tem um roteiro monótono, uma história cansativa e sem grandes surpresas. Não gostei do personagem do Tommy Lee Jones. Ele acaba passando a imagem de um xerife que não tem o que fazer, se lamentando o tempo inteiro. Não participa. Não evolui. Simplesmente comenta. Tem boas falas, mas acho que num longa estilo bang-bang um xerife deveria ter mais "movimentação". Não concordo com o prêmio de melhor filme do ano. Javier Bardem realmente mereceu a premiação de melhor ator coadjuvante, o ator conseguiu brilhantemente passar a imagem de um personagem psicótico. Daria um Oscar também para melhor fotografia. Sem querer contar, mas o final deixa muito a desejar. Gosto de finais com ar de mistério, sem precisar mostrar propriamente o que quer ser dito. Mas não ficou nem com ar de mistério, nem com uma sensação do "quero mais". A história termina deixando um vazio durante todo o tempo que se passou.
Tito Vianna

Ítalo Vianna Silva, nome artístico Tito Vianna, nascido em 17 de junho de 1983 descobriu a música desde criança. Filho de cantora, Tito se viu desde menino embalado aos sons de Tom Jobim, Milton Nascimento, Djavan e outros tantos, cantados por sua mãe. Aos 5 anos teve aulas de piano clássico no Conservatório de Música de Niterói, encarando aquilo mais como uma brincadeira do que como uma futura profissão. O tempo passou e, aos 13 anos, a música veio novamente aparecer em sua vida. Em uma das tantas rodas de samba espalhadas por Niterói, Tito Vianna começou a galgar sua carreira de cantor, junto a outros adolescentes que buscavam o samba como forma de diversão. Em um dado momento, aquilo foi encarado como uma profissão para o jovem músico, trazendo a necessidade do aprofundamento naquilo que fazia de melhor. Com o estudo e a necessidade de alcançar novos horizontes, houve uma mudança de estilo musical, o que só fez acrescentar suas qualidades rítmicas e vocais. Aos 15 anos iniciou aulas de canto popular com o professor Paulo Paceoli. Aos 17 investiu nas aulas com a grande mestra Márcia Cabral. Aos 19 procurou Fátima Regina para aulas de canto e direcionamento artístico, acompanhados de aulas de expressão corporal e vocal, no Conservatório de Música do Rio de Janeiro em Niterói. Cursou percepção musical no CIGAM até o nível 4, teve aulas de violão com o professor Márcio Pinheiro e atualmente estuda Teoria Musical, Percussão e prática de Coral no CEIM da UFF. Ao seu lado sempre estiveram instrumentos de percussão, destacando o Cajon, que lhe proporcionou a participação no “Tablado Flamenco” como percussionista da companhia de dança espanhola. Após esse período, o instrumento foi adaptado aos rítmos brasileiros e hoje acompanha o cantor em grande parte de seus shows. Com muita versatilidade, carisma e uma voz muito característica, Tito Vianna se apresenta frequentemente em casas do eixo Rio-Niterói, em busca da afirmação de sua carreira e reconhecimento.
Ouça: "Overdose de Amor"
sexta-feira, 14 de março de 2008
"Juno"

CURIOSIDADES: Ganhou o Oscar de Melhor Roteiro Original, além de ser indicado nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Atriz (Ellen Page). Recebeu 3 indicações ao Globo de Ouro, nas categorias de Melhor Filme - Comédia/Musical, Melhor Atriz - Comédia/Musical (Ellen Page) e Melhor Roteiro. Ganhou o BAFTA de Melhor Roteiro Original, além de ser indicado na categoria de Melhor Atriz (Ellen Page). Recebeu 4 indicações ao Independent Spirit Awards, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Atriz (Ellen Page) e Melhor Roteiro de Estréia. Ganhou o Prêmio do Público, no Festival de Estocolmo. Ganhou o Prêmio Especial do Júri Jovem, no Festival de Gijón. Foi Ellen Page quem sugeriu que sua personagem fosse fã das músicas de Kimya Dawson e The Moldy Peaches. O telefone de hamburger visto em cena pertence a Diablo Cody, roteirista de Juno. O orçamento foi de US$ 7,5 milhões.
MINHA OPINIÃO: Juno é uma menina normal pra sua idade, que engravida precocemente ao transar com seu colega de escola. O texto da personagem é muito bem colocado para uma jovem com dezesseis anos. A trilha sonora ajuda bastante. O filme consegue ser leve e simples, passando uma carga dramática sem perder o tom da comédia. Nota-se que Juno não tem nenhuma condição de criar o filho, mas o que me deixou espantado foi a forma que a família da menina tratou o assunto. Não sei como funcionam as coisas lá, mas aqui no Brasil doar uma criança é uma das últimas alternativas a serem pensadas por uma família de classe média e bem esclarecida. O que eu achei estranho foi que tanto o pai, quanto a madrasta dela aceitaram sem dialogar que a doação fosse feita. Ao mesmo tempo, é muito bonito ver o amor de uma mulher que sonha em ter um filho. É emocionante ver os cuidados dela para que a menina cuide bem de sua gravidez, se importando e se preocupando com uma criança que ainda nem nasceu. A trama mostra o comportamento dos jovens, as vontades e os planejamentos de quem ainda não consegue ter tanta responsabilidade. Colégio, bicicleta, esportes e gravidez. Realmente essas coisas não parecem se misturar. Por outro lado, é meio que óbvio que carregar uma criança na barriga por nove meses faz mudar pensamentos e os objetivos de vida. Vale a pena assistir.