domingo, 3 de março de 2013

Colegas


Os protagonistas do filme são Ariel Goldenberg, Breno Viola e Rita Pokk, todos portadores da Síndrome de Down. São três personagens adoráveis e que fazem ir por água abaixo qualquer tipo de pré-conceito ou preconceito. A síndrome não é tratada com nenhum sentimento de tristeza. Eles tem sonhos simples e o pouco, pra eles, é muito. A jornada dos jovens é um tanto maluca. Os três roubam um carro, inspirados pelo filme Thelma & Louise, e decidem embarcar em uma aventura bastante divertida. Stalone (Ariel) só quer ver o mar, enquanto que Márcio (Breno) quer aprender a voar e Aninha (Rita) sonha em se casar. O filme ganha pela simplicidade e faz muito mais efeito do que qualquer campanha contra o preconceito. A trama, com pitadas caprichadas de comédia, é uma verdadeira lição de vida.

Li algumas coisas na internet e não gostei. O intuito do filme não é dar força para a violência ou dizer que roubar é bacana. A ideia é somente passar para o público que os portadores da Síndrome de Down são mais normais do que a gente pensa. Não estamos discutindo a impunidade. O foco não é esse. Parem de detonar gratuitamente um excelente filme nacional. "Colegas" é um dos melhores filmes brasileiros que já assisti. Temos que ter orgulho de um roteiro como este. O trio é especial mesmo, não tenham dúvidas. E eles não são especiais por serem portadores de alguma síndrome. Eles são especiais porque nos fazem resgatar sentimentos já tão perdidos atualmente. Eles são sinceros. Eles são verdadeiros. Eles são carinhosos. Eles não tem maldade no coração e abraçam pessoas que mal conhecem. Hoje em dia, quantas pessoas extraordinárias assim nós conhecemos? Será mesmo que a deficiência é deles? Acho que não. Eles, downs, tem muito para nos ensinar. E nós, ditos normais, é que estamos precisando reaprender a voar, a ver o mar, e resgatar valores que estão em desuso nos tempos de hoje.

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