sexta-feira, 19 de abril de 2013

As Aventuras Viajantes de Tio Dani


Quer viajar? A gasolina está cara? A passagem aumentou? Seus problemas acabaram. Agora você vai aprender com tio Dani, e suas aventuras, como economizar o seu rico dinheirinho e passear em lugares que não estavam no roteiro. Pasme: as suas moedas te levarão mais longe do que você imagina!

Fui pra Cabo Frio na segunda-feira e paguei exatamente 49,26 na passagem (Niterói x Cabo Frio). Fiz baldeação na volta. Explicando: peguei um ônibus de Cabo Frio para Araruama (4 reais) e outro de Araruama para Niterói (18 reais). Total gasto: 22 reais (diferença de quase 28 reais). Ida e volta sairia por 44 reais, não chegando nem no valor que paguei na ida.

E tem mais: você, querido viajante, também pode fazer uma terceira baldeação. Parece cansativo, eu sei, mas fiz apenas 30 minutos mais do que o normal no ônibus que vem direto. Ou seja, você pode fazer 3 paradas: Niterói x Rio Bonito (4 reais), Rio Bonito x Araruama (4 reais) e Araruama x Cabo Frio (4 reais). Total: 12 reais. Ida e volta por 24 reais. E tem mais um detalhe: não precisei pegar táxi pra ir até a rodoviária de Cabo Frio. O ônibus que peguei para Araruama tinha ponto bem pertinho do apartamento que fiquei. Fiz as contas, economizei 38 reais, e fiz uma viagem muito mais interessante. Se eu tivesse feito isso na ida e na volta, teria economizado 76 reais. Fica aqui a dica de viagem econômica. "As Aventuras Viajantes de Tio Dani" voltam a qualquer momento...

terça-feira, 9 de abril de 2013

Jack - Caçador de Gigantes

Muitos contos infantis estão ganhando suas versões no cinema. Agora é a vez de Jack - O Caçador de Gigantes. Nada foi modificado e a fábula segue os mesmos passos do clássico João e o Pé de Feijão, que foi o primeiro livro que li na infância. A história todos nós conhecemos. Jack (antes João) tem feijões mágicos, que, após molhados, crescem monstruosamente até um reino nas nuvens. Os guerreiros e o mocinho precisam subir na enorme planta para salvar a princesa. Lá, eles descobrem que a lenda dos gigantes era real e o confronto se inicia. A história traz uma nostalgia gostosa da minha infância. Eu li o livro inúmeras vezes. Porém, agora, que sou adulto, a trama passa a ser um tanto clichê. O pobre camponês apaixonado pela princesa? Acho que já vi isso antes.

Mas a história ganha uma dimensão muito maior (literalmente) com a aparição dos gigantes. A parte técnica do olhar dos grandões para os humanos é muito bem feita. Os gigantes, aliás, são muito mais interessantes do que os mocinhos da história, que deixam (e muito) a desejar. Não senti muita química entre os dois, apesar de ter gostado da atuação da atriz Eleanor Tomlinson. Ainda assim, apesar de alguns probleminhas, posso dizer que deu certo. Não é um excelente filme, mas o figurino é bem apropriado e as batalhas dos gigantes seguem o padrão esperado. Não é uma história surpreendente e nem poderia ser. Trata-se de uma fábula, uma fantasia que adapta enredos clássicos, e que vem com o clichê embutido do camponês apaixonado pela princesa. Talvez o público que esteja um pouco cansado de assistir mais uma adaptação de um conto infantil. Tirando isso, acho válido dar uma chance e mudar o jeito de olhar. A aventura não é essa porcaria toda que estão dizendo por aí.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Cazuza - 55 anos

Que atire a primeira pedra quem nunca cantou Exagerado cheio de entusiasmo. A canção foi lançada em 1985, mas até hoje faz sucesso nas rádios, em casamentos, formaturas, baladas e em muita declaração de amor. Exagerado é um dos maiores hits do Cazuza, que ficou conhecido como o poeta de uma geração, aquela que deixava para trás uma ditadura e vivia um clima de democracia ainda incipiente no início dos anos 80. Hoje, Cazuza completaria 55 anos. Nascido em 4 de abril de 1958, no Rio de Janeiro, Cazuza foi criado em Ipanema, habituado à praia. Menino bem-comportado na infância, tornou-se um adol
escente rebelde. Terminou o ginásio e o segundo grau a duras penas, e, depois de prestar vestibular para Comunicação, desistiu do curso em menos de um mês de aula. Nessa época, já havia começado a fase de sexo, drogas e rock 'n' roll. Cazuza foi e sempre será um marco na música popular brasileira.

quinta-feira, 28 de março de 2013

A Caça

"A Caça" é um título um tanto desnecessário para o filme. Não combina muito com o foco da história. Mesmo assim, o longa dinamarquês mostra que não se trata de uma obra qualquer. Na trama, Lucas tenta reconstruir sua vida após um divórcio conturbado. Ele trabalha em uma creche e é adorado por todos da comunidade. Porém, Klara, uma menina de cinco anos, comunica à diretora da instituição que Lucas havia lhe mostrado as partes íntimas. O filme trabalha com a angústia de alguém aparentemente inocente e narra uma história onde mentiras e verdades são postas à prova.

O ator Mads Mikkelsen está muito bem no papel, mas quem me impressionou mesmo foi a garotinha Klara, vivida pela atriz mirim Annika Wedderkopp. É bom gravar o nome dessa menina. O roteiro veio para desbancar qualquer indício de inocência, onde nem as crianças escapam. Não gosto de contar muito, pois a surpresa é sempre mais interessante (e o filme também). Mas é bom ressaltar que ninguém escapa aos olhos do diretor Thomas Vinterberg. Qualquer crença, crédulo ou regra deixa de existir. Não podemos nos prender ao fato de que criança fala sempre a verdade e que os adultos tem sempre razão. A mensagem embutida fica com o ato de julgar o incerto, o duvidoso. Se trata de um excelente suspense dramático, onde Lucas parece inocente. A menina Klara parece mentir. Os adultos (inclusive nós, espectadores) parecem errar. Mas uma coisa eu posso afirmar: nem tudo é o que parece...

quarta-feira, 27 de março de 2013

Juh Sarah

 Juh Sarah foi criada no evangelho. Ela fala com propriedade sobre o assunto e mostra que nem todos os evangélicos são intolerantes. Um depoimento inteligente e sem retrocessos. A blogueira abrange vários conflitos atuais e se expressa de forma impecável. Um desabafo esclarecedor de uma mulher negra, linda (por dentro e por fora), evangélica, inteligente, e que tem uma posição bem diferente dos pensamentos retrógrados. O vídeo do depoimento da moça está circulando nas redes sociais e vale a pena ser visto.

"Pessoas educadas e que tem um compromisso com a vida são pessoas que tem o seu ponto de vista, mas sabem respeitar o ponto de vista do outro. Evangelho de recompensa é furada. Cada um tem liberdade de ter seu próprio pensamento. Quando você vê algo que não faz parte da sua realidade, como ser humano pensante, você aprende simplesmente a respeitar..." (Juh Sarah - blogueira)

terça-feira, 26 de março de 2013

Os Croods

Os Croods são uma família da Era das Cavernas (literalmente). A regra principal do papai Crug é nada mais e nada menos do que "fiquem dentro da caverna". As novidades são sempre consideradas ruins e ter medo parece o principal ingrediente de se manter vivo. Porém, Eep, a filha curiosa, não concorda muito com as teorias do pai. Eep gosta de novidades. E a família vive uma aventura muito bacana depois que são obrigados a sair da rotina de viver na caverna. Um mundo novo surge pra eles e o adolescente Guy faz parte dessa Era das Novidades.

A fotografia, sem dúvida, é um bônus mais do que especial para os nossos olhos. Mas o filme se torna brilhante com uma junção de fatores: a família, o respeito, o carinho, e a união entre eles. O deslumbramento da descoberta talvez seja o mais interessante de assistir, mas, ao mesmo tempo, aprendemos com o papai Crug que os adultos nem sempre tem razão. A vontade de acertar é grande, mas, muitas vezes, é preciso rever os conceitos e mudar os ingredientes da receita. E o aprendizado, nesse caso, surge de filha para pai.

Os Croods é um filme que deve ser visto por adultos e crianças. O humor e a aventura andam juntos e de mãos dadas. É um mundo fantástico para as crianças e uma lição de vida para os adultos. Trata-se de uma fantasia tão gostosa, que muitas vezes a gente se esquece de que estamos diante de um desenho. Tudo parece real. Cada personagem tem a sua importância em particular, e juntos eles vão formando uma bola de neve positiva a cada minuto que passa. É muito mais do que eu esperava. Com certeza, uma das melhores animações que já assisti.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Emílio Santiago

O cantor Emílio Santiago, de 66 anos, morreu na manhã de hoje no Hospital Samaritano, em Botafogo, na Zona Sul do Rio. De acordo com o hospital, o artista morreu em função de complicações decorrentes de um acidente vascular cerebral isquêmico (AVC) que sofreu em 7 de março. Emílio Santiago morreu às 6h30, após permanecer 13 dias internado no Centro de Terapia Intensiva (CTI). O velório do cantor será realizado na Câmara de Vereadores do Rio, no Centro, a partir das 12h desta quarta, e será aberto ao público. O enterro do artista acontecerá às 11h desta quinta-feira (21) no Memorial do Carmo, no Caju, na Região Portuária do Rio. Ele será enterrado ao lado do local onde sua mãe foi sepultada. Três dias antes de ser internado, Emílio Santiago se apresentou no programa "Encontro Com Fátima Bernardes". O artista ainda disse que sua vida foi marcada pelo sorriso constante que tinha estampado no rosto. Portanto, que fiquem as boas recordações desse grande cantor brasileiro.

Rita Guedes

 Não sei qual explicação para essa afinidade instantânea que tenho com a Rita Guedes. Gosto dela sem motivos. Hoje li uma reportagem onde ela fala sobre adoção e decisões "tardias", visto pelas pessoas, e me encaixei ainda mais nessa afinidade sem sentido que tenho com ela. Rita Guedes encara pela primeira vez uma personagem recatada na TV, a Doralice de Flor do Caribe. A atriz atribui o caráter sensual de seus outros papéis ao seu estilo de se vestir na vida real. “Eu me visto do jeito que eu gosto: abuso de decotes, de roupas justas. Mas é porque eu gosto, é meu estilo”, contou ela em uma entrevista essa semana.


Aos 41 anos e vivendo um novo momento na profissão, Rita pensa em inaugurar uma nova fase também na vida pessoal. A vontade de ser mãe demorou, mas chegou com tudo à sua vida. “Eu fui ter essa vontade agora, penso muito tarde nas coisas. As pessoas começam a pensar nisso com 20 e poucos anos, eu comecei a pensar com 40! Vou ser mãe a hora que eu quiser, engravidando ou adotando. Na minha família tem vários casos de adoção. Eu não vejo diferenças, não sei se é porque eu convivi e fui criada com isso. A questão da adoção nunca foi considerada um tabu para mim”, explicou ela.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Dezesseis Luas

Dezesseis Luas é um projeto inspirado em Crepúsculo. Isso fica visível desde o começo, basta ler a sinopse ou assistir o trailer. O casal Ethan (Alden Ehrenreich) e Lena (Alice Englert), uma bruxa (ou conjuradora), fazem o mesmo estilo da série de Stephanie Meyer. É o bom e velho clichê do amor proibido. O casal se apaixona do nada e não podem ficar juntos porque a moça será completamente do bem ou completamente do mal quando completar dezesseis anos. A meninada curte esse tipo de tema, mas eu tenho que falar por um adulto. É uma pena que os efeitos visuais foram tão pouco utilizados. A gente espera mais de uma hora para que os efeitos apareçam. Porém, logo em seguida, a bruxa má leva uma pancada e some da mesa do jantar. Até os diálogos são repetitivos. Já escutamos frases no estilo "tenho medo de te machucar". Fica aquela sensação de que já vimos isso antes e que, infelizmente, veremos novamente, já que a ideia é prolongar uma série.

O roteiro também escorrega quando não consegue sustentar uma vilã de qualidade. Emma Thompson tentou, mas não conseguiu. Sirene Ridley (Emily Rossum) se mostrou uma vilã intrigante. A ruiva endiabrada chegou cheia de atitude, em um carrão vermelho, toda sexy. Tinha tudo pra dar certo, mas apostaram pouco na quase-vilã e deram poucos poderes pra ela (tanto pra personagem quanto pra atriz). Entre erros e acertos, podemos citar a leitura como lado bom disso tudo. A garotada lê e gosta dessas histórias mirabolantes. Mas o erro fatal foi apostar no mediano. O pouco de interessante que a trama trazia era esse "oito ou oitenta" de a personagem se tornar inteiramente do mal ou inteiramente do bem. Ou céus ou trevas. Não era pra ter meio termo. Já que o roteiro preferiu ficar em cima do muro, é plausível que o filme também fique. Nem bom, nem ruim.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Francisco I

A Igreja Católica anunciou às 20h14 (16h14 de Brasília) desta quarta-feira (13) quem é seu novo papa: o cardeal Jorge Mario Bergoglio, 76 anos, da Argentina, foi o escolhido para suceder Bento 16 no conclave que começou na terça-feira (12) e terminou hoje, às 19h07 (15h07 de Brasília), quando a fumaça branca tomou a praça São Pedro, após cinco escrutínios. O nome papal escolhido pelo cardeal Bergoglio é Francisco I. Agora não precisa mais de fumacinha preta ou branca pra avisar que o novo Papa foi escolhido. Está tudo na internet, no facebook, e etc...

Kamilla Salgado - BBB 13


Podemos citar algo de mais interessante no BBB 13 sem incluir as peripécias da Kamilla? Acho difícil. A Fernanda é uma ótima pessoa, mas foi a graça da Kamilla que fez a advogata se destacar. A amizade das duas é o único trunfo dessa edição. A Aline foi eliminada precocemente. Os barracos da Anamara cansaram. O casal Nasser e Andressa são mais insossos do que comida sem sal. Fani quer sempre se mostrar correta e mostra tanto que cansa. Natália não se mostra, se esconde. O André é legal (ponto) e os outros são figurantes. Acho que a Fernanda é a verdadeira favorita do BBB 13. E esse favoritismo teve como ingrediente principal a Kamilla (com seus erros, acertos e jeito de moleca...)

É engraçado como no Big Brother qualquer bobagem vira quase um caso de polícia. Kamilla foi vista com péssimos olhos por fazer lanchinhos nas madrugadas. Seria esse um defeito gravíssimo? Se é, sofro do mesmo mal. Tantas outras máscaras e atitudes sujas de verdade são mostradas no programa e um lanchinho no calar da noite é discutido como um problemão. A pessoa não pode comer a hora que ela bem entende? Mais cômico ainda foi quando surgiu, em uma das provas de liderança, a pergunta: "Kamilla é a mais gulosa do programa?" Todas as plaquinhas de "não" foram levantadas pelos próprios participantes. A verdade é que a Rede Globo mostra o que é interessante mostrar. Criar essa coisa de que a pessoa está "roubando" comida foi o único atrativo de prender o público. Não acho falta de caráter comer alguns pedaços de queijo. Ainda prefiro seguir o meu faro e apostar mais no olhar e no sorriso das pessoas. Normalmente dá certo.

terça-feira, 12 de março de 2013

Oz - Mágico e Poderoso


Li na internet que Oz não poderia mencionar o antigo O Mágico de Oz (clássico do cinema). O longa de 1939 é de propriedade da Warner e Oz - Mágico e Poderoso é da Disney. Porém, é impossível não associar um ao outro. A história do Oz atual é bastante interessante, mas o que conta mesmo como diferencial são os efeitos visuais. A Cidade das Esmeraldas tem cores e artefatos fascinantes. Mas seria maldade comparar os efeitos visuais de hoje com um filme de 1939. Então, vamos deixar isso de lado. Está feito o elogio aos efeitos visuais e não vamos comparar com o clássico de antigamente. Estamos combinados? Ok, vamos seguir mudando de assunto... Como colocar guerra dentro de uma fantasia? Parece clichê, mas precisava ser sutil. Não podia ser "vamos acabar com as bruxas". O bem ganha na sutileza do não matar e o mal ganha na risada da bruxa, trazendo a velha risada nostálgica da época. Uma risada clássica, eu diria.

Oscar Diggs (James Franco), o mágico, não é um mocinho cheio de qualidades. O cara é ambicioso e chega no local de olho em dinheiro. É um farsante. Ele não tem poderes mágicos, é tudo truque. E a mocinha não é nenhuma retardada que acredita em tudo que o mentiroso diz. Ela sabe que ele é farsante. É aí que está o trunfo. A defesa do bem, ainda assim, é o ponto chave da simplicidade. Costurando, construindo espantalhos e consertando coisas é que o falso mágico se torna grandioso para os habitantes locais. O menos, muitas vezes, é mais. E o falso mágico ganancioso precisava aprender isso. Um jeito bacana de mostrar que as espertezas nunca ganham das sutilezas. A cena de quando o mágico conhece a boneca de porcelana é a minha preferida, mas é só isso que posso contar. Não quero comprometer quem ainda vai assistir. Só quero deixar claro que Oz é uma fantasia atual, com uma bela salpicada de inveja, cobiça e ganância (do mal) contra a simplicidade, a generosidade e gestos genuínos (do bem). E quem ganha nessa batalha somos nós, espectadores, que nos deliciamos com a magia de uma aventura cheia de nostalgia.