domingo, 13 de setembro de 2015

Evereste

"Evereste" é baseado em fatos reais e se inspira em dois livros que tratam do mesmo assunto. A trama conta a história da fatalidade que vitimou oito montanhistas durante uma escalada ao topo do Monte Everest. O acontecimento foi considerado por muito tempo como a maior tragédia de "ataque" ao cume. O filme se passa na época de início de toda a questão comercial que envolvia a escalada do Everest como uma rota turística. Os grupos eram formados por um número grande de pessoas, e elas desembolsavam uma fortuna pra participar da atração.

A produção é muito bem elaborada e a fotografia do filme é linda. Podemos perceber em várias cenas uma visão completa de toda aquela imensidão congelada. O roteiro é bem trabalhado e não fica uma coisa monótona ou técnica demais. A gente se envolve com a vida dos personagens, nos colocamos no lugar da família deles. A personagem da Keira Knightley é essencial para o filme, é uma espécie de porto seguro, com café, travesseiros e cama macia.

Vou abrir uma brecha pra fazer uma colocação pessoal. Em muitas vezes eu me perguntava o motivo de alguém se interessar em participar de uma aventura maluca dessa. Um trajeto perigoso, que tem milhões de chances de dar errado, custa um dinheirão, precisa de um treinamento intensivo e tem o clima como vilão durante meses de jornada. Não sou um aventureiro desse naipe e gosto bastante do meu chuveiro quente. Nunca entendi muito bem essa gana toda de viver uma aventura que pudesse custar a própria vida.  Por que escalar tudo aquilo, chegar ao cume, e descer tudo de novo? Na minha cabeça parecia bastante esquisita essa "programação de índio".

Mas o filme te transporta pra realidade daquelas pessoas, porque eu não preciso gostar de aventuras perigosas pra entender a emoção de alguém que gosta. A cena da japonesa me emocionou bastante, e não quero contar mais do que isso pra não estragar a surpresa. "Evereste" não traz um bando de gente perdida em uma montanha congelada comendo carne humana. Esqueça isso. Todos ali sabem o que estão fazendo e não estão perdidos
em lugar algum. Eles querem estar ali e querem enfrentar aquela situação. É uma escolha e não um acaso. É um dos melhores trabalhos em equipe que já pude ver. É um estilo de vida. Uma cumplicidade que dá orgulho de assistir. Eles querem quebrar barreiras. Querem vencer um recorde pessoal, que só está dentro da cabeça de cada um daqueles aventureiros. O filme é fantástico, é sufocante, é angustiante, é perfeito. Tecnicamente brilhante e com um elenco incrível. Um dos melhores filmes que vi esse ano.

domingo, 30 de agosto de 2015

Sobrenatural - A Origem

Em Sobrenatural: A Origem, de Leigh Whannell, o conteúdo não é muito diferente do que já vimos antes. A atmosfera é a mesma e os desfechos também. A origem sobrenatural antecede a história da família Lambert e nos deparamos com a médium Elise (Lin Shaye), que já vimos morrer, vivinha da Silva. A trama conta a vida da adolescente Quinn (Stefanie Scott), com atuações medianas. A garota sente falta da mãe, falecida há pouco tempo, e é assombrada por uma entidade maligna, assustadora e feia pra caramba. Nenhuma novidade é relevante, então acredito que a sinopse de abertura dispensa minuciosas apresentações.

O grande acerto desse terceiro filme está nos detalhes dos sustos que levamos. Somos pegos totalmente desprevenidos, em cenas que não imaginávamos levar susto. Na primeira cena do acidente de carro eu quase pulei da cadeira do cinema. Não posso contar mais do que isso pra não estragar a surpresa de quem ainda não assistiu. A questão é que esses sustos repentinos não são considerados como ponto positivo pra se qualificar uma trama em um patamar de "bom filme", já que fazer levar susto não significa mérito algum. Sabe aquela sensação quando esquecemos o som no volume máximo antes de ligar alguma coisa? É exatamente essa a experiência, porém, de certa forma, funciona. Só acho preocupante, porque isso está virando hábito nos filmes de terror. Será que aprimorar a forma de dar susto no público é a melhor forma de acertar? Minha resposta é "não", mas essa é somente a minha opinião.  

A trilha sonora é muito boa, mas alguns exageros acabam deixando a trama um pouco cômica e isso não é bacana. A Elise lutando e fazendo caras e bocas pra empurrar uma entidade demoníaca fogem um pouco do terror e beiram a comédia. As salpicadas de humor são válidas e importantes, mas precisam ter um ponto certo, sem dispersar demais a atenção. Essa origem de Sobrenatural não é ruim, o problema é que dificilmente encontramos um perfeito exemplar de terror. Quero muito sentir novamente a adrenalina que senti na franquia de Jogos Mortais. Não gosto de fazer comparações, mas quando a gente acostuma com algo bom, precisa vir algo melhor ainda pra superar as nossas expectativas. Infelizmente não é o caso.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Divertida Mente

Posso dizer que Divertida Mente veio sem querer. A Pixar vinha com outro projeto, mas o presidente do estúdio aprimorou as ideias e mudou praticamente tudo. Percebemos essa mudança logo no início da história, com uma apresentação de um casal de vulcões cantando. Uma ótima pedida pra chamar atenção da criançada. No filme, a nossa mascote é a Riley. A trama conta todos os sentimentos que se passam na cabeça da menina e os personagens são exatamente as emoções que ela vive: Alegria, Tristeza, Medo, Nojo e Raiva.

O conteúdo do filme foi cuidadosamente trabalhado. Criaram um mundo paralelo para explicar os sentimentos de forma lúdica. Parece que estamos dentro de um parque infantil. As emoções têm cores e formas que chamam atenção, mesmo que as crianças mais novinhas não entendam a mensagem embutida que a trama traz. Os personagens são extraordinariamente agradáveis e é impossível não se apaixonar pela animação.

A balança trabalhada entre alegria e tristeza talvez seja o melhor ensinamento do filme (e dessa vez estou falando com os adultos). A importância dos outros sentimentos, além da alegria, é colocada de forma emocionante e impecável. É a chave do sucesso da história, já que poucas animações conseguem ensinar sem somente entreter. A Pixar é mestre em transmitir lições de vida no ponto certo. A aventura se desenrola perfeitamente e é impressionante como um mesmo filme pode atingir os extremos na faixa etária. Percebi isso dentro da sala de cinema com crianças e adultos rindo e se emocionando com cenas diferentes.

É um passeio divertido, um filme psicologicamente inteligente e que vai mexer com a cabeça de qualquer um. Uma obra fantástica, que trabalha com o conceito de entretenimento de forma genial. Alegria, Tristeza, Medo, Nojo e Raiva vão te conquistar e com certeza não vão sair tão cedo do seu cérebro. Divirta-se!

domingo, 26 de abril de 2015

Vingadores - Era de Ultron

Essa sequência de Vingadores já era mais do que aguardada e dispensa apresentações. Dessa vez, os nossos heróis precisam se unir para enfrentar Ultron, um vilão dos bons, afinal não é qualquer um que consegue levantar o martelo do Thor. Vale destacar a importância da vida pessoal do personagem Gavião Arqueiro na trama. Esse toque de esposa e filhos trouxe um lado humano bem interessante pra história, já que estamos muito acostumados com a fantasia dos super poderes e esquecemos um pouco do mundo real. Não posso deixar de citar também o meu imenso fascínio pela Viúva Negra, mas a heroína da vez é Wanda Maximoff (que está aprovadíssima).

Vingadores é mais um filme que reúne um monte de super-heróis famosos? Sim, mas era exatamente isso que a gente queria. O universo cinematográfico da Marvel está em sua melhor fase. E para os que não acompanham a saga, as expectativas precisam ser alinhadas. Era de Ultron não é a conclusão de nenhuma sequência, apesar de ser um filme completo. No final (calma, não vou contar nada) você vai sentir uma pulga atrás da orelha dizendo que o filme não terminou realmente... e parabéns! Você acertou. Era de Ultron é só o começo de uma nova jornada, o início de (talvez) a maior aventura que vamos ver na história do cinema de quadrinhos. Vingadores continua sendo um filme incrível e eu prefiro não rotular se a primeira sequência foi melhor ou pior do que essa segunda. São dois deliciosos presentes.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Golpe Duplo



Golpe Duplo é um filme sem mocinhos. Will Smith interpreta Nicky, um golpista chefe de uma organização criminosa. Ele conhece Jess (Margot Robbie), uma novata na arte do crime. Os dois formam uma dupla que vai além do estelionato e não é difícil se apaixonar pelo casal. Rodrigo Santoro vive o bilionário Garriga, dono de uma equipe de Fórmula 1. E o nosso ator brasileiro faz muito além de uma simples participação especial. Garriga é um dos pontos chaves da trama.


O interessante em Golpe Duplo é que não se trata de um grande roubo, como nos filmes comuns do gênero. Jess é feliz por por ser uma criminosa de pequenos truques e Nicky trata um milhão de dólares como algo bem corriqueiro. Tudo é trapaça, toda a história é baseada em alguma malícia ou alguma enganação. Jess e Nicky manipulam um ao outro o tempo todo. Nunca sabemos se estão falando a verdade. O casal de vigaristas é adorável e, sem dúvidas, a chave do sucesso do filme. Golpe Duplo introduz novos conceitos e faz a gente se dar conta de que não precisamos de dois protagonistas perfeitos e bonzinhos. Ladrão que rouba ladrão pode render um filmão.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Sniper Americano

Chris Kyle mostra seu heroísmo já no início da trama, defendendo o irmão na escola. Desde a infância, percebemos que a vocação de Kyle é livrar os inocentes do mal. E é no exército que ele encontra o caminho perfeito para assumir e aperfeiçoar o seu dom. Chris se torna uma lenda dentro da força de operações especiais da marinha americana. Em quatro passagens pelo Iraque, o sniper americano somou quase duzentas mortes. Um atirador de elite de uma mira precisa, protegendo seus colegas e mostrando um patriotismo bonito de se ver.

Não posso esquecer de destacar o ator Bradley Cooper, que está brilhante em cena. Ele encarna o personagem de tal forma que muitas vezes esquecemos quem é quem. Sniper Americano não é um filme que agrada a todos os estômagos. Mostra a guerra sem maquiagens, com batalhas sem questionamentos. Não está em discussão se o inimigo é adulto ou criança, ainda que isso mexa com o lado humano do personagem. Mas é importante citar isso para que o público saiba o que esperar. E não é somente aí que o lado sentimental de Kyle aparece. O atirador vive um dilema dentro de si mesmo e carrega sempre o peso do campo de batalha em seus pensamentos. Um barulho de furadeira e até o assobio de uma panela de pressão pareciam suspeitos nos pensamentos de um homem que não conseguia mais viver um cotidiano comum ao lado de sua esposa e seus filhos.

Li algumas críticas dizendo que Sniper Americano é a glorificação da violência americana no Iraque. Pois que seja. O filme é ótimo e fica impossível dizer o contrário disso. Clint Eastwood mais uma vez acerta com maestria. Trata-se de uma história real, forte e intensa (e muito bem contada) de um atirador de elite condecorado por sua atuação na Guerra do Iraque. Como não mostrar violência em um filme de guerra? Vamos ser coerentes, por favor. Sem contar que a trama não se resume a tão pouco, as cenas de desespero da personagem Taya (Sienna Miller) querendo o marido fora da guerra emocionam bastante. O que vale a pena ser discutido nesse filme não é a violência, e sim a vida dos soldados que retornam do Iraque e carregam um fardo pesado. Eles são psicologicamente afetados pela guerra e muitas vezes de maneira irreversível. Sniper Americano é um filme que precisa ser visto.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Birdman

Birdman conta a história de Riggan Thomson (Michael Keaton), um ator que fez sucesso com um único personagem: Birdman, caindo no esquecimento da indústria Hollywoodiana após recusar fazer mais uma sequência da franquia. Riggan busca no teatro o seu antigo prestígio, mas as frustrações do personagem vão muito além de cobiça por reconhecimento. O cara tem um casamento fracassado e um relacionamento pra lá de conturbado com a filha Sam (Emma Stone, que por sinal está ótima). É uma tragédia cômica, que se torna grandiosa pela maestria na condução.

A primeira cena de Michael Keaton é flutuando. Percebemos desde aquele primeiro segundo de que não estamos diante de um filme qualquer. Nos deparamos com um humor negro no ponto certo e um roteiro inteligente, recheado de boas atuações. A filmagem da câmera como se fosse uma espécie de espião indo atrás dos personagens é bacana demais. Parece que dá tempo para o público pensar nas cenas, já que a trama pode ter conclusões variadas. Michael Keaton está impecável, totalmente entregue ao personagem e beira a perfeição.

Riggan Thomson tem uma espécie de dupla personalidade e guarda dentro de si o Birdman, personagem o qual é sempre lembrado por onde passa. A caminhada no decorrer da trama é meio fantasiosa e também irônica, trazendo um personagem dilacerado em um ser humano descuidado de si mesmo. Sua segunda personalidade parece sempre mais poderosa e mais implacável, enquanto o real Riggan Thomson aparenta estar cada vez mais perturbado psicologicamente.

A luta maior é de Michael Keaton pra Michael Keaton (ou de Riggan Thomson contra Birdman). E quem vence nessa batalha somos nós, espectadores. Ainda não assisti todos os filmes que concorreram ao Oscar, mas posso dizer que Birdman é um filmaço, com conteúdo seguro e bem feito, aberto para vários tipos de definições. A "dramédia" do mexicano Alejandro González Iñárritu não é uma obra fácil de se entender, mas é nesse ponto em que o diretor leva medalha de ouro. Se permita voar, porque o filme é um prato cheio pra qualquer cinéfilo.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Annabelle

Annabelle surge depois do sucesso do filme Invocação do Mal. Já era esperado que continuariam a explorar a fórmula que deu certo. E, desta vez, a aposta é uma boneca. A atriz Annabelle Wallis, que é a protagonista da trama, consegue convencer com seu terror psicológico. Não digo o mesmo do ator Ward Horton, que muitas vezes parece desnecessário para a trama. A filha dos mocinhos consegue ter mais carisma do que a relação sem graça do casal.

O filme conta muito mais com suspense do que terror, com objetivo de deixar o público com medo de levar susto. E funciona. Algumas cenas são dignas de aplausos. A ideia de ter uma protagonista colecionadora de bonecas soaria como algo comum e até bonitinho. Mas o trabalho de áudio e o jogo de câmeras faz com que um quarto cheio de bonecas mais pareça um cômodo sinistro de horror. Tirando Annabelle, que desde o início é medonha, todas as bonecas seriam sinônimo de festa para qualquer criança.



A trama peca um pouco na narrativa, mas ganha nos sustos e deixa os espectadores se contorcendo nas cadeiras do cinema. É um bom filme de terror, mas está longe de ser uma obra prima. Eu gostei.


terça-feira, 24 de junho de 2014

Quantos celulares!

Será mesmo que o celular e a tecnologia são sempre grandes benefícios? Me incomoda bastante quando vejo famílias sentadas em um restaurante e percebo que há sempre uma pessoa que não interage com aqueles que estão ali ao seu redor. Tantos aplicativos e tanta novidade a todo momento são de fato tão interessantes assim? A vida da telinha plugada na internet é mais bacana do que a vida ao vivo? Talvez para alguns. Mas aqueles que estão de mãos livres e preferindo um abraço do que uma novidade tecnológica vão entender e até se identificar com esse meu quase desabafo.

Será que abraço e carinho a gente tem que pedir? Será que aquele olho no olho é pouco interessante? Assistir um filme agarradinho com o seu amor ficou em segundo plano? Não pra mim. E talvez não pra você que está lendo. Mas existe um número considerável de pessoas que vivem dessa forma. E elas não veem isso de forma anormal. É natural (pra elas) passar mais tempo ali na telinha que cabe nas mãos do que olhando o parceiro dormir com um sorriso bobo e apaixonado no rosto. Essa parte cabe a nós, ditos desantenados.

Sempre achei que falta de tempo é uma desculpa esfarrapada pra poder justificar algo que você não tem tanta vontade de fazer. E é de fato uma realidade. Não falta tempo, faltam vontades. Faltam percepções, que os celulares e computadores jamais vão te ensinar. Não me parece tão vantajoso ser expert nas últimas novidades do mundo virtual e esquecer de viver a vida real. As redes sociais aproximam aqueles que estão longe, mas distanciam os que estão perto.


A rotina precisa ser interessante para não se tornar algo monótono e chato. As pessoas precisam sorrir, se abraçar, se divertir. E essa é pra vocês, tecnológicos. Cuidado para não perderem mais do que tempo. Cuidado para não perderem pessoas. Cuidado para não perderem momentos. Cuidado para não se perderem. A vida é feita de instantes. Se você não vive, você perde.


terça-feira, 10 de junho de 2014

Malévola

Malévola nada mais é do que a bruxa má de A Bela Adormecida, história infantil que todos nós já conhecemos. Mas, dessa vez, a fábula é contada de forma diferente, dando foco ao ponto de vista da vilã, vivida por Angelina Jolie. Uma readaptação de qualidade, onde assistimos o respeito de Malévola pela natureza e outras qualidades que normalmente não são mostradas em um vilão.

O filme nos faz refletir sobre a questão de que ninguém é totalmente bom ou inteiramente ruim. Os contos de fadas contam sempre com um vilão horripilante e um protagonista perfeito. Esqueçam isso. Malévola inova e traz mudanças bastante consideráveis, o que não é um problema (pelo contrário). É impossível não destacar o entusiasmo com que Angelina Jolie vive a personagem. O visual é lindíssimo e a criatividade ao reinventar uma história já tão marcada em diversas gerações é o trunfo do longa.

O público fica dividido por quem torcer, já que a bruxá má faz um feitiço para que a bela menina durma para sempre e o mocinho ambicioso tem grandes falhas de caráter. Não é qualquer filme que traz herói e vilão em um mesmo personagem. Só posso dizer que quem ganha nisso tudo é o amor, claro, fazendo com que a magia não se perca. E o público é presenteado com um conto de fadas novo e muito mais real do que aquele que nos foi contado anteriormente, pois o ato de se arrepender e não ser perfeito traz uma realidade bem mais interessante do que aquela perfeição que não existe. Era uma vez um conto de fadas chamado A Bela Adormecida. Esse é passado. Se apaixonem, como eu me apaixonei, por Malévola.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Ana Paula Arósio recusa 1 milhão

Ana Paula Arósio recusa salário de R$ 1 milhão da Record e tem um bando de gente detonando a atriz por conta disso. Atualmente, ela vive uma vida tranquila em um sítio no interior de São Paulo. Sua relação com a Globo esfriou desde que ela desistiu, sem maiores explicações, do papel da protagonista da trama "Insensato Coração", em 2010.



Agora eu pergunto: por que as pessoas acham que podem se meter na vida dos outros? Deixem a mulher quieta. Se ela não quer atuar, isso é um problema dela. Não importa qual é o motivo, cada um sabe de si. Ana Paula está criando as galinhas dela e está feliz. É o que basta. Não me incomoda o fato de a Ana Paula Arósio não querer mais ser famosa e sim o fato de que a Joelma quer.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Os Homens São de Marte... E É Pra Lá Que Eu Vou

Em Os Homens São de Marte... E É pra Lá que Eu Vou, Mônica Martelli vive uma mulher bem sucedida e independente. Só que a moça não está inteiramente feliz, já que chegou aos 39 anos, não se casou e não tem um relacionamento sério. As experiências amorosas da Fernanda são engraçadas (e não hilárias). Hilário mesmo é o ator Paulo Gustavo, com suas sacadas e comentários sempre sensacionais. O cômico das relações da personagem é porque ela tenta viver um mundo que não é o dela e gostar das coisas que o pretendente gosta.

Percebemos logo de cara que a Fernanda tem pouca personalidade e acredita que a felicidade conjugal está no outro e não dentro dela mesma. Claro que pra uma comédia romântica já se pode imaginar o desfecho, mas isso não diminui em nada as risadas durante a trama. A história é gostosa de assistir e diverte o público. Fica impossível não torcer pela felicidade da casamenteira que quer casar.

Trata-se de um filme leve, engraçado e verdadeiro, pois muitas mulheres devem viver um drama parecido e demoram a perceber que em primeiro lugar há de se buscar a tão falada felicidade interior. Mas quando um certo alguém desperta um sentimento, é melhor não resistir e se entregar. Medo ou receio de não dar certo é totalmente normal. Pode até parecer fraqueza. Pois que seja fraqueza, então. Se amanhã não for nada disso, caberá só a mim (ou a cada um de nós) esquecer. Sábio Lulu Santos.